<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769</id><updated>2012-02-16T18:23:13.078-08:00</updated><title type='text'>DAS JANELAS CRÔNICAS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769.post-6935432800331208640</id><published>2010-04-21T09:48:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T05:08:01.552-07:00</updated><title type='text'>VINTE SEGUNDOS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;Elevador social, SESC Consolação, rua Doutor Villa Nova, 245, Centro. São Paulo, SP.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sexto andar, por favor. Toda terça e quinta, na subida à academia do SESC Consolação, a senhora do elevador me escuta. E só isso. Na saída, muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para cima não resolve a vergonha de quem se vê em um espaço de quatro metros quadrados, sem fuga e levadiço. O ventilador no teto irrita o olho, embora seja por ele a única passagem para o escape se emergencial. Todos cabisbaixos para não se enfrentarem. Todos desconhecidos com suas vestes esportivas, suas mochilas cheias de timidez, toalhas de suor, água mineral, angústias matutinas, xampus, bermudas de laicra e barrinhas de cereal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São vinte segundos até o andar do vestiário. A música é um cântico murmurado pela senhora que aperta os botões. Ele me remete às canções religiosas pelo timbre doce e as variações quase barrocas. Humhumhumhumhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei que cantasse sozinha até semana passada. Me peguei no mesmo tom, acompanhando seu segredo musical, lamúrio não-identificado. Ela murmurava algo divino. Eu, uma tola letra do Fábio Júnior. São pequeninos grãos de areia tão fininhos que qualquer vento menino leva para outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, nunca mais cantou em minha presença. Depois disso, só me levou ao sexto andar em um silêncio incomodado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passarei a subir de escada na próxima ida à academia porque gosto mais de ascensoristas murmurantes do que de uma senhora triste e muda - guiando um elevador com plateia desatenta. Desligue seu celular antes do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701668361176225769-6935432800331208640?l=dasjanelascronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/6935432800331208640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701668361176225769&amp;postID=6935432800331208640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/6935432800331208640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/6935432800331208640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/2010/04/vinte-segundos.html' title='VINTE SEGUNDOS'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769.post-4921486516248577231</id><published>2010-03-17T20:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T20:22:14.782-07:00</updated><title type='text'>ROMÃS E AMORAS COMO QUAISQUER OUTRAS</title><content type='html'>&lt;b&gt;Apê 41, com 35 m², rua Helvetia, 57, Santa Cecília. São Paulo, SP.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na geladeira, esquecida no canto da gaveta de verduras, estava a romã. Rija e nua como cimento à vista nos muros das construções. Fernanda, que gostava mais dos sabores do que dos tons daquilo de que se alimentava, tirou a fruta de lá e a esqueceu sobre a pia. Não presta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frescas na sacola de supermercado, chegaram amoras viajantes, suculentas e cheias de tinta. Algumas até pintaram a caixinha de plástico que embalava o conjunto com exatos 258 g. No fundo, no fundo, era tudo rubro-negro. O que faria Rodrigo estremecer. Ele, que é fanático pelo tricolor baiano, repensaria suas escolhas hortifrutigranjeiras daquele dia em diante. Putz, fiz cagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cozinha, pequena para Fernanda e Rodrigo, embora não tivesse armários planejados, coifa, ilha de preparo, panelas elétricas, tinha o essencial.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tinha romãs e amoras com amor em comum, ao pé de cada letra vivida de cor e salteado, na dura rotina a dois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701668361176225769-4921486516248577231?l=dasjanelascronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/4921486516248577231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701668361176225769&amp;postID=4921486516248577231' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/4921486516248577231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/4921486516248577231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/2010/03/romas-e-amoras-como-quaisquer-outras.html' title='ROMÃS E AMORAS COMO QUAISQUER OUTRAS'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769.post-5128438770420046069</id><published>2010-03-14T15:13:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T06:07:00.540-07:00</updated><title type='text'>E-NAMORAR-SE</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;Casa de tijolos à mostra, rua Harmonia, 667, Vila Madalena. São Paulo, SP.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... o outro como continuidade de mim, outra diferença. Outro problema. Tem uma amiga que diz uma coisa que eu gosto muito. É assim: é conversando que a gente se desentende, né? Que é muito legal, né, essa ideia que... A experiência amorosa tem que ser essa experiência da diferença. O amor é perdição. O amor tem a ver com esse impacto da diferença em você, e não completude, e não conjuminação. Não são peças que se encaixam, são peças que se transformam, que se estranham. Esse que eu acho que é o pacto amoroso fundamental, quando você pode ter certeza de uma certa companhia na aventura da diferença".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele assistiu a esse discurso em um vídeo do You Tube. O moço era belo, tinha olhos de mandacaru maduro, verdes e espinhentos, mas suculentos na mesma medida. Ele quis um pedaço do moço que falou bonito no vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele só precisava de uma conexão. Um contato ponto-com. E conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias depois de e-mails trocados, um encontro marcado. Garganta quente de quem arranhava pregas no ensaio de música coral. Pernas cansadas. Pele suada de uma noite vítima do efeito estufa. Em seu corpo, o delírio de quem esperou pelo brinde dos olhares, cam com cam, tim-tim. Em casa, o ritmo era o mesmo seguido no trabalho, na redação do diário serviço, nas estações de trem. Aqueles dois se encontrariam uma vez. O moço de discurso e olhos bonitos e o moço morto de fome e sede, criado à base de mandacarus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso fazer cocô, tomar banho, tirar a barba, comer e esperar. De toalha, o ritual higiênico. Desodorante roll-on, gel antiacne, creme pós-barbear, cabelo penteado para o lado esquerdo - desajeitado a dedos para não parecer tão almofadinha na webcam. Mesmo que não fosse preciso, perfumado estava. Comeu, deu escovadas nos dentes. Fio dental? Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22h02, com atraso. Um e-mail avisa "já estou on line". Peito inflado. Tinha o mesmo sentimento de uma mulher prometida. É tão bom sentir essa coisa virgem, essa voragem. Os vapores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso somente uma conexão para aquele dia, para eles e-namorarem, se enamorarem. Era o modem  barulhento, lento, um jeito de contato. Em vez do silêncio, o grunhido e o chiado a 56 kbps. Oi, olá, tudo bem, como foi o dia. Teclas no computador, linhas do MSN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modem cai. Contato perdido enquanto ele ouvia sinos, sinos que ba-da-la-vam forte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantou ter creme no cabelo, máscaras antimanchas, cuecas antichamas porque o encontro não aconteceu. Desligou o notebook. O estabilizador também. A luzinha consome energia elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme a meninice canceriana, deitou a cabeça sobre o travesseiro e se afundou em sonhos de amor wireless quando se questionava: "você pode ter certeza de uma certa companhia na aventura da diferença?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem se a conexão for banda larga. Acordou de repente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701668361176225769-5128438770420046069?l=dasjanelascronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/5128438770420046069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701668361176225769&amp;postID=5128438770420046069' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/5128438770420046069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/5128438770420046069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/2010/03/e-namorar-se.html' title='E-NAMORAR-SE'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769.post-6999115281141776689</id><published>2010-03-07T05:26:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T05:27:17.189-08:00</updated><title type='text'>CANAVIEIROS</title><content type='html'>&lt;b&gt;Sobrado, rua sem saída, 667, Brasilândia. São Paulo, SP.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garrafa de cachaça sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão formava uma cuia para melhor pegar a água e limpar o prato ensaboado. Sua barriga de encontro com a pia molhava o viço do avental. Seus ouvidos disfarçavam não escutar as más palavras que seu marido esbravejava. O garfo tinha tantos dentes. A bucha tinha de ser precisa, limpar minuciosamente. Um-a-um, o movimento era quase peristáltico. O marido destilava sílabas tônicas a cada saliva gasta. Seus gestos. Seus instintos. O copo quase cai de sua mão. O sabão tem dessas coisas, tentava se concentrar como uma oriental. Vagabunda. Peste. Filha do cabrunco. Tava se fretando pro homem da esquina. O som era nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio que só tocava FM, o rádio só tocava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma colher pedia limpeza circular. O dedinho delicado dela marcava as voltas no metal. Água. Colher inox. Mulher inox. Espelho côncavo. Porra. Que merda é essa? Já falei pra tirar essa porra do chão. Quer me ver no chão, né, sua nigrinha. A saliva saía como num borrifador. O cheiro de canavial, presente. O cheiro. Sabão de coco. A espuma nas mãos. O último talher. Uma faca ainda suja de carne. Suporte não tinha. Tinha mãos e sabão. Tinha uma faca e sabão de coco. Uma bucha. Um talher a ser lavado. Deslizar. Bucha-sabão-faca. Mulher inox. Mulher sem suporte. Mulher se vira. Mulher e faca. Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio tocava Amado Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo-a-passo. Pé-ante-pé. Bucha. Faca. Espuma caindo no chão. Uma mesa. Uma faca. O que é, mulher? O que é? Mão e garrafa. Faca e mesa. Garrafa no alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um banho de cachaça. Os cabelos presos molhados pelo canavial. O cheiro forte de cana. O rosto molhado. A roupa. O avental. Banho. A mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogou a cachaça sobre a cabeça até que a última gota escorresse aos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limpeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido desligou o rádio. O marido fez silêncio e foi buscar um pano para secar o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conto, baseado em uma história real, já havia sido publicado no porta-palavras.blogspot.com em 8.10.2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701668361176225769-6999115281141776689?l=dasjanelascronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/6999115281141776689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701668361176225769&amp;postID=6999115281141776689' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/6999115281141776689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/6999115281141776689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/2010/03/canavieiros.html' title='CANAVIEIROS'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769.post-9156686590922548796</id><published>2010-01-18T18:15:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T18:20:55.592-08:00</updated><title type='text'>CRIME PASSIONAL</title><content type='html'>&lt;b&gt;Apartamento 151, Avenida 9 de Julho, 1235. São Paulo, SP&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diariamente, regava o bonsai sem saber a receita de vida. As gotas de água borrifadas se espalhavam pelo vaso que tinha o tamanho de um cão miúdo. Cuidava, cuidava, cuidava para que o Sol lhe aparecesse na janela todos os dias a fim de jorrar calor sobre seu vegetalzinho virtual. Os conhecimentos de botânica, poucos que eram, não lhe impediram de ruminar uma verdadeira sentença de morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, a verdejante e fresca planta se tornava um esturricado pezinho-de-algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molhava mais que o necessário para ressuscitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molhou demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã, distraído com uma picada de pernilongo veraneio, o cotovelo lançou o bonsai para fora, do 15º andar. E, na tentativa de recuperá-lo, agarrou pelo galho único como se salva uma criança pelos cabelos. Sem proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos jornais do meio-dia, notícias de um crime passional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701668361176225769-9156686590922548796?l=dasjanelascronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/9156686590922548796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701668361176225769&amp;postID=9156686590922548796' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/9156686590922548796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/9156686590922548796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/2010/01/crime-passional.html' title='CRIME PASSIONAL'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769.post-3524032077700085688</id><published>2008-07-04T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-01-18T18:18:47.551-08:00</updated><title type='text'>SAÍDA DE EMERGÊNCIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Apartamento 31, Alameda Santos, 1456. São Paulo, SP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na porta, um pedaço de queijo do sanduíche de horas antes ainda na boca. Caminhava sozinha à espera dele. Lado, outro. Migalhas sobre o tapete teriam sola e pisoteio. Vestido pronto para o uso sobre a cama. Um ferro alisara o que a goma umedecia. Sem mais vincos, a segunda pele descia despida de obstáculos em seu corpo fino. O cabelo solto balançava o nervosismo da espera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ligou na noite anterior. Não deixaria de vir. Um gole de vodka para ficar menos ansiosa. Que frio. A janela precisa ser fechada. Vou ver se o carro chegou na portaria. Deve ser o trânsito. Toda sexta à noite é a mesma coisa naquele viaduto. Vou esperar mais um pouco. Se não chegar, ligarei para ver o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou na poltrona segurando o vestido rente ao corpo para não amassá-lo. Olhava o relógio sem que os olhos piscassem. Faltavam quinze minutos. Apontava com o indicador para o ponteiro dos segundos. Acompanhava a trajetória com gestos no ar. Ria para disfarçar a ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O celular toca. Um susto que vibra os pulsos e a cabeça. Sandra, vai ficar difícil hoje. Joana quer sair. Esqueci que há vinte e sete anos eu a encontrei pela primeira vez. Saco. Mas amanhã é seu dia, viu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha para o aparelho como quem deseja contato. Mas a voz, presa e truncada. Sandra? Sandra? As chaves são caminhos até a calçada. No elevador, o espelho lembrava a dedicação da maquiagem. Olhos vermelhos. Botão vermelho em andar algum. O elevador estaciona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701668361176225769-3524032077700085688?l=dasjanelascronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/3524032077700085688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701668361176225769&amp;postID=3524032077700085688' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/3524032077700085688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/3524032077700085688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/2008/07/sada-de-emergncia.html' title='SAÍDA DE EMERGÊNCIA'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701668361176225769.post-5396007242276828267</id><published>2008-05-19T12:11:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T12:38:44.201-07:00</updated><title type='text'>CAFÉ COM AÇÚCAR</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Apartamento 62, Rua Barata Ribeiro, 57. São Paulo, SP.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só uma mancha de vinho derramado sobre o vestido. Mas Regina queria que fosse o motivo de sua separação. Não quero mais suas reclamações e seus compromissos. Ao lado da xícara de café quente, um bilhete guardava toda a história, do início ao fim. Eu tenho mais do que isso lá fora. A porta é um juízo que entrega a indecência. Você, Jairo, é o meu maior desejo de fuga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colher mexia leve o açúcar do fundo. As ondas negras davam baforadas de calor e doçura no rosto dele. Para lá e para cá, os olhos liam cada linha do papel amassado com vestígios de Regina. Meu corpo é uma ponte sobre teu rio, de onde me vê inteira e nua. De um lado, as verdades da minha cabeça me prendem ao teu silêncio. Do outro, meus pés que dançam se libertam do teu jeito de me fazer viva. Não quero línguas, nem sinais de teus hormônios. Agora meu mundo é maior que este apartamento, este cárcere. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O açúcar no fundo é aparente. Pequenos cristais se mostram entre um negrume espesso e saturado. O bilhete. Que seja assim então. Você, na merdinha do teu vício. Eu, na força da minha caminhada livre. O bilhete tremula na mão que o segura. Jairo quer um cigarro e um pouco mais de açúcar. Isqueiro, cinzeiro e uma cozinha cheia de fumaça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel queima até a última palavra. Até o adeus. Até não mais ver sinais de Regina, mas o vestido bruto, manchado, se estende em cima da máquina de lavar. Um vestido de noiva com bordados e brocados que pintam a paisagem de abandono. E Jairo retira da gaveta do armário mais uma cópia xerografada daquele bilhete. Serve mais uma xícara de café, um bocado de açúcar e lê atento cada palavra de Regina. De novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na porta, vizinhos gritam. As janelas cospem a fumaça densa e lenta no sexto andar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701668361176225769-5396007242276828267?l=dasjanelascronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/feeds/5396007242276828267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701668361176225769&amp;postID=5396007242276828267' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/5396007242276828267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701668361176225769/posts/default/5396007242276828267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dasjanelascronicas.blogspot.com/2008/05/caf-com-acar.html' title='CAFÉ COM AÇÚCAR'/><author><name>Romulo Osthues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03081288008152750744</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_bIIGPNOjxvY/S4A9V_9OIAI/AAAAAAAAAhU/0gkDc8XFYyw/S220/Romulo+da+F%C3%A9.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
